Arquitetura da Informação: Conceitos que você deve saber para aplicar

09.11.2019 | Por: administrador

Estamos expostos a um volume gigantesco de informação a todo momento. Sendo assim, a Arquitetura da Informação é essencial para que o seu trabalho seja visto nesta avenida congestionada.

Vamos começar pelo início conceituando esse termo tão usual nos dias de hoje?

Arquitetura da Informação é a ciência (ou a arte) de aplicar organização e promover categorização de todo ambiente online, como websites, intranets, comunidades online e softwares, de modo que favoreça a usabilidade e torne mais fácil a busca pelos mecanismos de pesquisa.

Usando os conceitos de usabilidade – conjunto de fatores para avalizar como usuário tem a experiência com o produto, serviço e site, que se chega no denominador da Arquitetura da Informação.

Ela é essencial para garantir que haja interação e usabilidade no sistema de entrega para que ele seja avaliado da melhor forma possível.

 

Como definir esse conceito de usabilidade

 

O conceito de usabilidade, levando em consideração a definição de arquitetura da informação é complexa.

A organização mais representativa do segmento – o Information Architecture Institute, realizou em 2010 uma prova com premiação, para identificar quem definisse o tema de forma mais criativa, por intermédio de vídeos ou imagens.

Um dos ganhadores se utilizou de uma família de dinossauros feita de massinha para esclarecer justamente o termo.

Ele associou um site a uma construção, sendo que a arquitetura da informação, em alusão à casa, deve desenhar todos os cômodos e passagens de forma que as pessoas circulem pelas páginas e encontrem com facilidade o que elas procuram.

Porém, hoje dia, os mecanismos de pesquisa evoluíram de forma considerável, pois as pessoas podem entrar na casa por meio de qualquer ambiente, acessando apenas uma página específica por meio do Google, por exemplo.

Outro vídeo traçou um curioso paralelo entre os arquitetos de informação e Robin Hood.

Neste caso, foi dissertado que caberiam aos profissionais de arquitetura da informação roubar uma série de coisas dos “ricos” para tornar a vida dos usuários menos entediante e mais intuitiva – para facilitar, agilizar e simplificar a navegação na internet.

Essas coisas são wireframes e protótipos, entre outras e são roubadas das mais diversas fontes, como bibliotecas online, animadores de 3D, designers industriais, storyboards, etc.

 

Antes de complicar, vamos falar sobre o wireframe

 

Não dá para falar sobre arquitetura de informação sem explicar o que wireframe

O princípio do wireframe é mesmo muito semelhante ao de um projeto de arquitetura.

É um desenho básico – como um esqueleto – que demonstra de forma direta a arquitetura de como uma interface ou uma página da internet ficará, de acordo com as especificações relatadas.

É elaborado para organizar os elementos que entrarão na estrutura do projeto final.

E deve ser arquitetado da maneira mais simples possível, mostrando apenas o essencial, como uma espécie de rascunho.

No entanto, devemos considerar que essas definições vêm da época em que a internet era composta por sites baseados na interface do desktop.

Atualmente, as possibilidades se expandiram em larga escala.

Temos smartphones, tablets, aplicativos, totens interativos, pulseiras que medem o desempenho físico ao longo do dia, geladeiras conectadas e mais uma infinidade de dispositivos.

Neste momento é que entra o papel do UX Designer – o User Experience Designer.

 

O que faz o UX Designer?

 

A área de UX design não é nova, mas sua importância como departamento distinto vem aumentando com o aparecimento de novas tecnologias.

O UX Designer se preocupa com o ponto de contato de um produto ou serviço, com as pessoas. Este produto ou serviço pode ser um website, um aplicativo, uma máquina, um dispositivo móvel, ponto de venda, entre outras plataformas de interação.

 

A diferença entre o UX Design e o UI Design

 

O UX designer tem como principal desafio compreender os anseios do usuário para desenvolver formas de interação que alcancem o máximo de satisfação. Vários fatores são responsáveis pela percepção final do usuário, mas o mais comum é a interface.

Por este motivo, é muito comum confundir UI design (design de interface do usuário), com UX design. Vamos então, começar do início.

A interface é o que pode ser compreendido pelo usuário, é a lógica visual de um sistema.

Podemos tomar como exemplo o Windows, uma interface gráfica que permite uma interação usuário x computador muito mais facilitada.

Para desenvolver esta interface, foi necessário o trabalho de um UI designer, que criou os elementos que a compõe (como as janelas ou o botão iniciar).

Mas, as interfaces não se limitam ao ambiente virtual, podendo ser também táteis, como telas, botões, textos, imagens, etc.

Portanto, o UI design faz parte dos elementos que compõem o UX design

Para melhor compreender a aplicação destes termos, pode-se tomar como exemplo um e-commerce que vende camisetas.

Neste caso, o UI designer irá desenvolver as telas do website de maneira que os elementos gráficos facilitem a navegação do usuário.

Já a experiência do usuário, vai abranger todos os pontos de contato com este e-commerce.

Desde o anúncio que o levou até o website, até a embalagem em que a camiseta foi entregue, o produto em si, o atendimento por telefone, as interações nas redes sociais da marca, entre outros elementos.

A experiência, neste caso, inclui valores afetivos que compõem a percepção do usuário, em relação à marca.

 

Onde a Experiência do Usuário é aplicada?

 

A aplicação do UX Design pode ser feita com qualquer marca, produto ou serviço, uma vez que se baseia em interações humanas. Essas interações podem ser feitas com um sistema, website, loja, atendimento telefônico ou painel de controle.

É fato que a experiência do usuário com uma marca, produto ou serviço, é muito pessoal e cada pessoa percebe a interação de uma maneira diferente.

Assim, o UX Designer trabalha para atingir positivamente o maior número de pessoas possíveis, com base em pesquisas e testes constantes.

 

A Arquitetura da Informação é fundamental na comunicação de qualquer empresa

 

Uma empresa que consegue causar uma percepção positiva em seus consumidores, potencializa todo o investimento em desenvolvimento e comunicação.

E, quando o usuário tem um relacionamento com uma marca baseado em boas experiências, isso aumenta exponencialmente o valor percebido dos produtos e serviços, fidelizando um grande número de consumidores fiéis ao longo do todo processo.

Neste processo, são recolhidas informações valiosas sobre o consumidor e sobre os aspectos a serem melhorados.

Fazendo com que os investimentos em melhorias sejam mais certeiros. A aplicação do UX Design envolve – mas não se limita – às pesquisas sobre o perfil e comportamento do usuário, a mensuração e coordenação de interações físicas e cognitivas.

Assim como a coordenação, projeção e desenvolvimento de processos para facilitar a experiência e satisfazer o usuário.

Pode ser que alguns empresários, gestores e outros tomadores de decisão não apoiem um investimento em arquitetura da informação por ignorarem a importância que ela tem para as organizações e os seus clientes.

Talvez eles simplesmente não consigam enxergar utilidade prática em um trabalho nesse sentido.

Para ficar mais claro como ela é pertinente, tome o site da sua empresa como exemplo e acompanhe o raciocínio a seguir:

Existem 4 perguntas que o usuário precisa conseguir responder rapidamente assim que entra em um site:

 

  • O que é isto?
  • O que eles têm por aqui?
  • O que posso fazer aqui?
  • Por que estou aqui e não em outro site?

 

E então, o design e funcionamento do seu site permitem que o visitante responda a essas perguntas sem esforço?

É aí que está uma das maiores vantagens da Arquitetura da Informação.

No contexto geral, ela possibilita o desenvolvimento de produtos e serviços orientados a oferecer qualidade tanto na navegação quanto na usabilidade.

É algo que, sem dúvida, demanda bastante esforço para construir, mas que permite às empresas economizar tempo e dinheiro com a resolução de problemas como dificuldades em entender o que é possível fazer dentro de um site ou não saber o que fazer a seguir diante de determinada tela.

São contratempos que eventualmente vão ocorrer, caso não haja um cuidado com toda a estrutura da informação.

E o que é pior: enquanto não forem solucionados, eles certamente vão causar frustração para a sua audiência.

Assim, ao valorizar a prática desta medida, a marca previne prejuízos como a migração de usuários insatisfeitos para a concorrência ou queixas em sites de reclamação de que o seu site, aplicativo ou programa não funciona como deveria.

Mas não é só isso. Existem usuários que, ao não encontrarem o que procuram ou se sentirem confusos por não entenderem o que estão vendo na tela, culpam a si mesmos.

Dessa forma, passam por uma experiência terrível e associam toda essa sensação negativa à sua companhia ou a algum produto ou serviço que ela oferece.

 

Resumindo o conceito da Arquitetura da Informação

 

Já que o tema deste post é justamente a Arquitetura da Informação, nada melhor que estruturarmos as informações em 3 grandes categorias.

No livro “Information Architecture for the World Wide Web”, os autores Louis Rosenfeld e Jorge Arango apresentam os seguintes pilares:

  • Conteúdo;
  • Usuários;

Essa ideia de que a IA se dá pela interseção desses 3 conceitos recebe o nome de ecologia da informação e representa um ambiente de interdependência, que será diferente de negócio para negócio.

Sendo assim, para que a arquitetura da informação seja de fato útil, é preciso desenvolver um conteúdo com atenção aos usuários e ao contexto em que eles, a empresa e o projeto se encontram.

Portanto, podemos resumir ela com os tópicos abaixo:

Conteúdo

  • Textos, imagens, gráficos, áudio e etc
  • Mapeamento das páginas ou telas;
  • Estrutura;
  • Taxonomia;
  • Volume de informações;

 

Usuários

  • Persona;
  • Necessidades;
  • Comportamento de busca pela informação;
  • Experiência de uso;
  • Tarefas que pretende executar na sua aplicação;

 

Contexto

  • Modelo de negócios;
  • Objetivos do projeto;
  • Tecnologias e metodologias de desenvolvimento;
  • Recursos (capital, pessoas, equipamentos, entre outros);
  • Restrições.

 

Concluindo os aspectos da Arquitetura da Informação

 

Esse post serve apenas como uma introdução aos conceitos básicos da Arquitetura da Informação.

É apenas uma passada na superfície da área, mas dá um bom conceito suficiente pelo menos para saber como funciona essa ciência.

Há de se notar a preocupação desta ciência em descrever regras que resultam nos melhores métodos para que usuários atinjam seus objetivos em pesquisar e navegam entre interfaces.

Conhecer e aplicar essas regras é o caminho comum para o profissional que quer se especializar sobre Arquitetura da Informação.

Se você entende que a experiência o usuário é uma questão de investimento assertivo na sua área, com certeza você deve se aprofundar mais para oferecer a melhor solução para seus clientes.

 

 

 

 

 

 

 

 

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