Como a análise SWOT pode ajudar alavancar o seu negócio: aprenda a montar

23.10.2019 | Por: administrador

Neste texto, mostraremos como fazer uma boa Análise SWOT de sua empresa, já pensando em um contexto de internet, redes sociais e relações comerciais voláteis e instantâneas.

Antes de empreender ou de fazer qualquer mudança na política de estratégias de sua empresa, é fundamental conhecer o contexto, o cenário do mercado onde sua marca se insere.

O marketing desenvolveu várias técnicas para fazer estes estudos de mercado, e uma das mais comuns e simples de se fazer é a Análise SWOT.

 

Um consumidor muito mais preparado para negociar

Antes mesmo de se falar em análise de SWOT, temos que lembrar que os tempos do comércio de produtos e serviços nos dias de hoje são muito mais dinâmicos e intensos do que antigamente.

Com a internet e as redes sociais, o cliente se torna o que chamamos de “Consumidor 2.0”, um tipo de público que se informa muito mais sobre os produtos e serviços aos quais se interessa e que, portanto, está muito mais atento a preços, condições de pagamento e de qualidade das aquisições.

Isso interfere diretamente sobre a negociação com os leads, pois  eles já chegam com uma boa base de informação sobre a sua empresa, seus produtos ou serviços.

Nesse sentido, a análise swot ou matriz de swot, como também é conhecida, é a ferramenta ideal para entender o ambiente em que a sua empresa está inserida e criar a base de informações necessárias para planejar seu futuro em relação às estratégias mais assertivas na hora de se apresentar para o cliente.

 

A Análise SWOT

A sigla SWOT significa Strengths, Weaknesses, Opportunities and Threats – em português, Forças, Oportunidades, Fraquezas e Ameaças (FOFA). Isso significa que é uma análise bastante abrangente, que considera aspectos positivos e negativos da sua empresa dentro do mercado, em contextos intrínsecos e extrínsecos.

Portanto, a análise SWOT pode ajudar o negócio das seguintes formas:

  • Dar mais segurança para a tomada de decisão
  • Conhecer profundamente o cenário
  • Compreender a posição em relação aos concorrentes
  • Antecipar-se a movimentos externos
  • Indicar alternativas de ação.

 

Veja a seguir o que podem significar cada um destes fatores.

– Forças:

A força de sua empresa é um aspecto positivo intrínseco, ou seja, diferenciais e capacitações de sua empresa que, por si só, podem significar uma vantagem em relação à concorrência. Por exemplo: um produto/serviço exclusivo de sua marca, a possibilidade de oferecer preços mais baixos, prestígio de sua marca, equipe capacitada, etc.

o          Quais nossas melhores atividades e processos?

o          Quais nossos melhores produtos?

o          Quais nossos melhores recursos?

o          Qual nossa maior vantagem competitiva?

 

– Oportunidades:

A oportunidade é uma vantagem de sua marca, mas que considera principalmente aspectos externos ao seu controle, ou seja, fatores que não dependem do seu controle. Exemplos de oportunidades podem ser o poder aquisitivo de seu público, a fraqueza da concorrência, facilidades tributárias e outros.

o          Alguma política pública de ampliação de crédito que possa alavancar as vendas?

o          Alguma redução temporária de impostos que possa nos beneficiar?

o          Algum evento esportivo ou cultural na região que possamos aproveitar?

 

– Fraqueza:

As fraquezas de uma empresa são aspectos negativos que dependem de sua própria marca. Por exemplo, dificuldades logísticas e administrativas, impossibilidade de oferecer preços acessíveis, falta de equipe capacitada, ingerências internas, dívidas e outros.

o          Nosso pessoal está devidamente capacitado?

o          Nossas matérias-primas são de qualidade?

o          Nossos processos são confiáveis?

o          Conhecemos nossa concorrência?

 

– Ameaças:

As ameaças são dificuldades à sua marca causadas pela concorrência ou por contextos externos. Por exemplo: concorrência acessível e qualificada, público com baixo poder aquisitivo, localização desfavorável, etc.

o          Alguma nova politica de tributação pode afetar nossa Margem de Contribuição?

o          A variação cambial pode tornar inviável a importação de matérias-primas?

o          Algum grande concorrente entrando em nosso mercado?

 

Análise Swot na prática: como montar a sua

Agora que você já entendeu o que é uma matriz swot, precisa saber agora como ela pode ser aplicada na prática na realidade do seu negócio.

Lembrando que o modelo SWOT pode ser aplicado na análise de qualquer tipo de cenário, desde a criação de um blog até a gestão de uma multinacional. Portanto, não se trata de uma ferramenta exclusiva para grandes empresas, como muitos imaginam.

Para aplicar a matriz swot na sua empresa, o primeiro passo é estar aberto à reflexão, aceitar falhas e permitir mudanças. E, na prática, tudo que você vai precisar é de uma planilha de excel, um quadro de gestão à vista, ou mesmo uma cartolina dividida em  quatro quadrantes.

Qualquer coisa que dê para você alinhar essas 4 características da matriz swot (Forças, Oportunidades, Fraquezas e Ameaças). Você pode fazer uma reunião com a sua equipe e conversarem sobre estes tópicos, de modo que vocês consigam sistematizar cada um deles de acordo com a realidade da empresa.

De modo geral, os gestores ou profissionais de marketing são os responsáveis por viabilizarem a análise swot, porém ela será muito mais completa se toda a equipe for envolvida no processo.

Certamente os gestores têm uma visão global do negócio, mas são os especialistas de cada área que conhecem de perto as dores, os desafios e as necessidades dentro do seu trabalho.

Além disso, é uma ótima oportunidade para engajar a equipe na direção de objetivos maiores.

Fiz a análise swot, e agora?

Fazer a análise de swot, por si só, não representa muita coisa. Ela deve servir para que você conheça o seu cenário e, diante disso, o ajude na elaboração de novas estratégias e na tomada de decisão.

Portanto, agora que você já tem a matriz preenchida em todos os seus quadrantes, é hora de analisar os possíveis movimentos.

Depois de feito este brainstorm, o segredo é cruzar as informações e pensar nos planos de ações para aproveitar as forças e oportunidades e também para reduzir os riscos identificados como fraquezas ou ameaças.

A dica é ver como os pontos se relacionam entre si, maximizando os positivos e minimizando os negativos.

Por exemplo, olhe para as suas Forças e identifique como elas podem ajudar a potencializar o negócio aproveitando as Oportunidades identificadas.

As Forças da sua empresa também podem ajudar a minimizar os impactos das Ameaças.

Para fazer este tipo de análise e criar os seus planos de ação, uma dica é fazer a análise de swot cruzada.

O que é a análise de swot cruzada?

Cruzando os dados da SWOT

Existem 4 tipos de estratégias baseadas nos cruzamentos. São elas:

  • Forças X Oportunidades

Nesse primeiro tipo de cruzamento você avalia como pode aproveitar ao máximo o que sua empresa tem de mais forte para aproveitar ao máximo as oportunidades que o ambiente externo está te oferecendo.

A ideia aqui é pensar na melhor possibilidade de utilizar a força para aproveitar uma possibilidade, por isso tente associar uma força a somente uma das oportunidades, assim é possível ter mais foco e objetividade nas ações.

 

Forças (4 principais) Oportunidades (4 principais) Como a oportunidade pode potencializar a força?
Serviço de Qualidade Existem segmentos de clientes entrando no mercado Aumentar a divulgação oferecendo o melhor produto entre os disponíveis no mercado

 

 

  • Forças X Ameaças

Em um segundo momento começa-se a cruzar os dados entre as Forças e as Ameaças de uma empresa, com o objetivo de utilizar de melhor o que você tem no seu negócio para neutralizar possíveis influências negativas vindas do fator externo.

Forças Ameaças Como pode minimizar suas ameaças com suas forças?
Serviço de qualidade Novos concorrentes surgindo no mercado Associar a nossa marca a de melhor produto.

 

  • Fraquezas X Oportunidades

Ao cruzar suas fraquezas com as Oportunidades é hora de mitigar a influência das suas fraquezas em Oportunidades de mercado. Nessa etapa você deve desenhar estratégias de forma a minimizar as fraquezas da sua empresa para que elas impulsionar as oportunidades entendendo essas estratégias como estratégias de reforço.

Fraquezas Oportunidades Como diminuir sua fraqueza com oportunidade
Base de clientes baixa Mercados inexplorados Explorar novos mercados.

 

 

  • Fraquezas X Ameaças

Aqui você vai pensar em estratégias para minimizar perdas e efeitos negativos das suas fraquezas e ameaças para sua empresa. São as chamadas estratégias de defesa justamente para o gestor pensar em maneiras de mitigar os efeitos desse quadrante negativo nos resultados.

Definindo os Objetivos Globais

A partir da avaliação feita na etapa anterior, temos bastante embasamento para definirmos os nossos objetivos globais e criar as nossas metas a alcançarmos o sucesso do nosso planejamento.

Os objetivos globais são as grandes metas em nível estratégico da organização. Assim como a missão ou visão, eles começam como uma simples declaração e depois devem ser traduzidos em metas.

Exemplos de Objetivo Global:

  1. Aumentar o Portfolio de serviços
  2. Crescer número de clientes
  3. Reduzir Custos de Infra-Estrutura

Regras de Ouro dos Objetivos Globais

  1. Tenham poucos objetivos muito relevantes
  2. Saiba dizer não. Fazer tudo não é estratégia
  3. Objetivos que não podem ser traduzidos em metas, não servem

Agora, os objetivos em si podem ser alcançados com diversas táticas diferentes que provavelmente irão mudar ao longo do ano, pois algumas funcionarão e outras não. Para isso, você deve traduzi-los em metas.

Criando Metas a partir dos objetivos globais e swot

Metas são indicadores numéricos que servem de base para saber se estamos alcançando determinado objetivo. Resumidamente, o melhor método para criar metas é o SMART

Essa é uma sigla em inglês que diz que uma boa meta tem 5 fatores importantes:

S de específica: ela deve ter uma compreensão simples e objetiva.

M de mensurável: tem que ser possível medir o indicador

A de atingível: ela deve ser desafiadora, mas factível de ser batida

R de relevante: a meta tem que medir algo que interesse de fato.

T de temporal: a meta possui um limite de tempo para ser alcançada.

Exemplo de Metas:

Seguindo o primeiro objetivo que demos de exemplo acima: Aumentar o Portfólio de Serviços (Hipotético)

  1. Contratar 3 professores
  2. Ter 20% do Faturamento vindo das novas modalidades

Criando um Plano de Ação

Por fim, você deve complementar a criação dos seus objetivos globais criando um plano de ação para as suas metas. Antes de seguirmos, vamos só revisar a estrutura geral necessária para definir seus objetivos:

  1. Objetivos Globais: Declaração de rumo do negócio em nível estratégico
  2. Metas: Indicadores numéricos de direção em nível tático
  3. Plano de ação: Ações concretas para alcançar as metas em nível operacional

Assim como as metas, existe uma bela sigla em inglês que define as melhores práticas na criação de um plano. É o famoso 5W2H.

Área 1 Marketing Parcerias
O que? (What) Incrementar comunicação em redes sociais xxxxx
Por que? (Why) Gerar mais engajamento com o público a fim de atrair e converter mais alunos xxxxx
Quem? (Who) Área de Marketing
Quando (When) Contínuo (Plano de mídias) – Semanal?
Onde? (Where) Facebook, Instagram, Site
Como? (How) Executar planejamento semanal de mídias;

Elaboração de matérias para site;

 

Quanto? (How Much) Impulsionamento redes sociais (Definir valor)

 

Neste artigo você entendeu o que é a análise swot, viu sobre como usá-la para entender o seu cenário empresarial e como, a partir da matriz de swot, definir seus planos de ação por meio de decisões mais assertivas.

Se você gostou do nosso conteúdo, não deixe de comentar e compartilhá-lo para que outras pessoas possam também saber mais sobre a tão famosa, versátil e prática análise de swot.

 

 

 

 

 

 

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