O que é e como funciona o Design thinking

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08/10/2019 | Por: administrador

O que é e como funciona o Design thinking

Definir o que é design pode ser uma tarefa complicada até mesmo para os estudiosos da área. Uma forma bem simplista de se colocar a profissão é definindo o cerne da atividade de um designer: Projetar soluções. Não importando se estas são visuais, conceituais ou ergonômicas. O importante é que o design é uma forma de criação e visualização sistemática que usa de intenção e criatividade. Se o modo de pensar do design for transportado para os negócios, temos o design thinking.

De acordo com a teoria da evolução, os organismos mais bem adaptados sobrevivem e isso explica como e porque algumas espécies encontram-se no planeta hoje e outras foram extintas. Essa teoria pode servir de referência para explicar, à luz do design thinking, por que algumas empresas sobrevivem há décadas no mercado e outras não duram nem mesmo o primeiro ano.

 

O que é o design thinking

Para saber o que é design thinking é preciso, antes de tudo, ter em mente que trata-se de uma abordagem e não uma metodologia, como muitos o intitulam. Uma abordagem porque sugere um mecanismo de trabalho flexível, pautado nas experiências sempre mutáveis dos clientes. Ao referirmos como  método, reduzimos a sua abrangência e o colocamos como uma solução ou fórmula estática, pronta e acabada, para todo tipo de problema.

Sendo assim, o design thinking propõe um pensamento altamente adaptativo, que poderá fazer com que sua empresa sobreviva no mercado indo ao encontro dos anseios de seus clientes.

Uma das maiores autoridades no design thinking, Charles Burnette, define a abordagem como sendo “um processo de pensamento crítico e criativo que permite organizar as informações e ideias, tomar decisões, aprimorar situações e adquirir conhecimento”.

O design thinking é, portanto, um processo que não é somente aplicável nas profissões relacionadas à criação, mas em todas as áreas. Ele visa pensar soluções, de forma colaborativa, para os problemas das empresas e seus consumidores. Enfim, é uma ferramenta de inovação na prática.

 

Quem participa das fases do design thinking?

Antes de falar das fases, propriamente, do design thinking, vamos ressaltar sobre quem, de fato, participa deste processo.  E a resposta é: todo mundo, desde alta cúpula empresarial até o consumidor final, podem e devem ser partes nos processo de estruturação do design thinking.

Funciona mais ou menos assim:

Foi detectado um problema em um produto ou serviço. É necessário, agora, um estudo estratégico de como viabilizar a melhor solução para este problema, levando em consideração a experiência final do usuário.

Cada pessoa tem uma visão de mundo diferente, opiniões diversas, passou por experiências únicas e individuais e, cada um destes processos, pode contribuir na formação de uma solução abrangente. Na boa e velha linguagem popular, o design thinking seria assim: muitas cabeças pensam melhor que uma.

O design thinking é, então, uma abordagem preponderantemente humana, que busca viabilizar as soluções por meio de experiências reais capazes de propor soluções inovadoras, mas viáveis, e que, de fato, impactam nas expectativas dos consumidores com relação àquele produto ou serviço. É humanizar o relacionamento entre empresa e cliente.

Sendo assim, departamento comercial, marketing, relacionamento, recursos humanos, todos, em determinado momento, podem se juntar para utilizar as técnicas dessa abordagem para desenvolverem uma capacidade superior para “enxergarem com os olhos do cliente” e, por meio disso, criarem estratégias mais poderosas e assertivas.

 

Design thinking na prática: fases do design thinking

O processo de design thinking, geralmente, é feito em grupo e dividido em fases, que podem ser sete, cinco ou quatro. Para a d.school, o Instituto de Design de Stanford, são cinco:

1 – Criar empatia ou compreender

Essa é a fase do design thinking de conhecimento. É a fase em que a equipe irá se aproximar do contexto do problema por diversos ângulos. Entender quais as pessoas envolvidas (consumidores, clientes, colaboradores), do que eles precisam, do que eles gostam, o que eles querem. É a fase de levantar hipóteses.

Ferramentas que podem ajudar nesta fase do design thinking:

Entrevistas com clientes e funcionários;

Pesquisas de opinião;

Aprendizado por observação;

Análise comportamental.

2- Definir o problema a ser solucionado

A partir desta imersão, a equipe vai definir, de fato, o problema. O que precisa ser solucionado. É o foco, a delimitação.

Exemplo: Com base nas pesquisas de opinião, é percebido que os clientes não se sentem seguros quando chegam à equipe de vendas para fechar o negócio.

Como ajudá-los e deixá-los mais confiantes?

3 – Idear

É a fase do brainstorming. A equipe, diante do problema já detectado, realiza a tão conhecida “chuva de ideias”. As sugestões devem fluir sem censura, sem julgamento, nesta fase do design thinking.

Regrinhas básicas para um bom brainstorming:

Todas as sugestões são bem-vindas;

Sem julgamentos;

Um por vez;

Pensar ideias a partir das ideias menciondas;

Sistematizar as ideias em um papel, post it, quadro e etc;

Eleger um facilitador;

Manter o grupo focado;

4- Prototipar

Esta é a fase do design thinking destinada a construir um protótipo de solução. É hora de selecionar as ideias que foram julgadas mais viáveis para o problema levantado e desenhar os possíveis caminhos a serem seguidos. Aqui, vale desenhar mesmo, montar maquete, elaborar um plano de ação, um produto-teste. É hora de usar a criatividade para “materializar” a possível solução para o problema.

5 – Testar

Depois de passar por todas as fases anteriores, chega o momento de colocar em prática as possíveis soluções desenhadas. É hora de experimentar os protótipos e identificar qual pode ser mais interessante para o problema definido.

Suponhamos que uma das ideias para solucionar o exemplo do nosso problema – a falta de confiança do cliente em relação à empresa – fosse treinar a equipe comercial para uma abordagem mais humanizada, ou ainda, ter à disposição um material completo que relate as experiências positivas de outros clientes, ou até mesmo, uma ação que garanta a satisfação do consumidor final com uma política empresarial  de solução de problemas sem burocracia, por exemplo.

Todas essas sugestões devem ser, portanto, aplicadas conjuntamente e analisadas, durante certo período de tempo, para chegarmos à conclusão daquela que tornou-se mais efetiva para o contexto aplicado.

Como podemos ver, o design thinking é uma ferramenta poderosa para solucionar problemas por meio de estratégias mais criativas, dinâmicas e inovadoras. Os pilares da empatia, colaboração e experimentação são as chaves para a estruturação de todas as fases do design thinking. Como se diz culturalmente por aí, é, literalmente, “envolver os envolvidos” para que todos compartilhem de suas experiências e alcancem os melhores resultados.

 

Livros sobre design thinking

Abaixo, deixamos algumas sugestões de livros já consagrados sobre o tema com suas respectivas sinopses:

Design Thinking: Uma Metodologia Poderosa Para Decretar o Fim das Velhas Ideias, de Tim Brown

Este livro introduz a ideia de Design Thinking, um processo colaborativo que usa a sensibilidade e a técnica criativa para suprir as necessidades das pessoas não só com o que é tecnicamente visível, mas com uma estratégia de negócios viável. Em resumo, o Design Thinking converte necessidade em demanda. É uma abordagem centrada no aspecto humano destinada a resolver problemas e ajudar pessoas e organizações a serem mais inovadoras e criativas. Escrito numa linguagem leve e embasada, este não é um livro de designers para designers, e sim uma obra para líderes criativos que estão sempre em busca de alternativas viáveis, tanto funcional quanto financeiramente, para os negócios e para a sociedade.

Design Thinking Brasil, de Luis Alt e Tennyson Pinheiro

Desde a época da Revolução industrial até os dias de hoje, temos vivido e gerido negócios sob a ótica de modelos cunhados para atender a uma realidade que a muito não nos acompanha. A insistência por utilizar velhas lentes para enxergar novos caminhos tem custado caro, tanto em consequências ambientais, quanto sociais e econômicas. E ninguém tem saído vencedor.

Isto É Design Thinking de Serviços, por Marc Stickdorn

A fronteira entre produtos e serviços está cada vez mais difusa, e é hora de pensarmos de um jeito diferente: Isto é Design Thinking de Serviços. Escrito com as mesmas abordagens cocriativas que introduz, este livro apresenta uma perspectiva interdisciplinar ao design de serviços – tema que vem despertando interesse dos mais diversos campos.O livro está estruturado em 3 seções: Fundamentos apresenta os conceitos do design thinking de serviços e traz uma seleção de perspectivas individuais, mostrando as semelhanças e diferenças entre as áreas envolvidas no processo. Ferramentas explica o processo iterativo do design de serviços e apresenta 25 ferramentas de design adaptáveis.

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