Google Design Sprint: como resolver problemas em apenas 5 dias

19.11.2019 | Por: administrador

Quem nunca passou por reuniões e discussões intermináveis para dar cabo em um projeto? E o que é pior, muitas vezes, mesmo após dias discutindo ideias, ao final não se chega a lugar algum.

O Design Sprint é um processo de design “express”, no qual são resolvidos problemas ou questões de negócios através de design, prototipagem e teste das ideias com os usuários. E o que é mais interessante no Design Sprint é que todo esse processo é feito em apenas 5 dias. Ideal para quem precisa de soluções rápidas e não quer perder tempo em longos projetos.

Como surgiu e para que serve o Design Sprint

O Design Sprint foi desenvolvido e anunciado pela Google Ventures, uma extensão do Google focada em testar e agilizar o processo de ideias que ainda estão em estágio inicial.

É uma estrutura de cinco dias, combinando Design Thinking com Lean Startup, para passar de um problema do cliente a uma série de ideias criativas e um protótipo testado. Em outras palavras, ajuda a responder perguntas críticas de negócios por meio de prototipagem rápida e teste de usuário.

O Design Sprint é uma metodologia participativa, ou seja, os próprios membros das equipes das empresas são responsáveis por, juntos, fazer essa análise do problema suscitado e tangibilizar a ideia de modo a acelerar esse processo.

Muitas vezes, as equipes levam dias ou até meses para alinhar e desenvolver um projeto que seja uma solução para a questão levantada. O Design Sprint encurta essas indas  e vindas de projetos longos, mostrando de cara se o produto, ideia, suas implementações e funcionalidades vão ser assertivas para o contexto.

Ao final de uma semana, temos um protótipo já testado e aperfeiçoado. O sprint confere às empresas o superpoder de construir e testar quase qualquer ideia em apenas 40 horas.

Utilizando as três premissas básicas do Design Thinking – Imersão, Ideação e Prototipagem – e alavancando a criação de um ambiente multidisciplinar, o Design Sprint está surgindo como uma nova forma de inovação acelerada, onde velocidade e inovação andam de mãos dadas.

Design Sprint é uma pista inteligente para experimentação rápida: baseando-se no que Jeff Bezos afirma – “Se você dobrar o número de experimentos que você faz por ano, você duplicará sua capacidade de inventar”.

Uma metodologia incrível que você vai saber agora como usar se continuar com a gente lendo o nosso artigo.

Antes de começarmos a falar sobre como fazer o Design Sprint na sua empresa, vamos ver um resumão da técnica:

Resumão do Design Sprint:

  • O que é? 5 dias para criar, desenhar, prototipar e testar uma ideia.
  • Para quem é recomendado? Startups em estágio inicial; ideias que ainda precisam ser amadurecidas; projetos internos.
  • Quando usar? Antes de investir tempo e dinheiro em uma startup ou ideia; antes de um time ágil recém-formado começar a trabalhar em um projeto; antes de começar a desenhar a fundo uma funcionalidade complexa.
  • Quem envolver no sprint? Pelo menos um Designer, um Stakeholder (CEO da startup, dono da grana, dono da ideia, dono da bola), um Product Manager, uma pessoa que conhece bem os usuários do produto, e alguém com um background mais técnico (Desenvolvedor). Ah, e é claro, um facilitador para comandar as sessões coletivas.

 

Vamos voltar aos principais passos do Design Sprint:

1 – Entendimento: a equipe mapeia o problema para se concentrar e se une sob um cérebro compartilhado; essa fase envolve brainstorming, que são sessões de 10 a 15 minutos ministradas por especialistas em conhecimento, bem como o método de anotações e o mapeamento por afinidade; a equipe se coloca no lugar do usuário com o mapeamento da jornada do usuário, entrevistas com o usuário, exercícios de construção de empatia e métricas de sucesso;

Essa é a fase chamada de UNPACK. Vamos supor que o seu time começou na segunda-feira com o Design Sprint

No primeiro dia da Sprint, seu time vai exteriorizar tudo o que eles sabem sobre a ideia. Como já foi dito, é o momento de se colocar no lugar do consumidor, levantar dúvidas, críticas. Vale até propor atividades mais específicas, como simular uma venda ou um consumidor, por exemplo.

2 – Esboço: gerar uma ampla gama de ideias e restringir a um grupo selecionado; os membros da equipe têm tempo e espaço para criar soluções por conta própria: eles podem procurar por problemas comparáveis para inspiração, tomar nota, impulsionar a geração de ideias, compartilhar e votar, e se limitar a uma ideia bem definida por pessoa, criando sua própria solução detalhada.

A terça-feira é a fase do SKETCH: a ideia aqui é colocar todas as ideias do dia anterior no papel e individualmente. Dessa forma, a tendência é que cada um analise e solucione a questão baseada em seu background profissional — sem amarras, sem o medo de sugerir algo na frente de várias pessoas. Apenas quando o prazo terminar é que todas as ideias propostas serão reunidas. Depois, o grupo opina e vota nas melhores ideias.

3 – Decisão: transforme suas ideias em hipóteses testáveis e decida como uma equipe o que prototipar para responder suas perguntas de sprint; após a apresentação do esboço de solução individual, a equipe identificará as suposições que deseja testar, votar e selecionar uma direção; uma matriz de decisão pode ajudar a equipe a avaliar ideias;

Quarta-feira: DECIDE

O objetivo do terceiro dia é simplesmente filtrar as ideias, refiná-las, e no fim do dia escolher uma única ideia que vocês irão prototipar.

4 – Protótipo: apenas o que você precisa para validar suas ideias em um tempo muito curto; martele um protótipo realista, uma fachada da experiência que você imaginou na fase de esboço. Projete um protótipo mínimo, porém mais simples, aproveitando, por exemplo, o Pop App, um aplicativo que transforma imagens de um story board em uma interface de usuário clicável; pense no seu protótipo como uma experiência para testar hipóteses;

Quinta-feira é a fase PROTOTYPE.  A ideia é montar um protótipo daquela ideia até o fim do dia. O objetivo de um protótipo não é terminar com um produto pronto (até porque seria impossível em um dia), mas uma representação da solução proposta com média a alta fidelidade.

5 – Validação: Teste o protótipo com seres humanos reais e valide. A equipe finalmente consegue ver os usuários ao vivo interagirem com suas ideias e ouvir o feedback direto do público-alvo . Todos na equipe observam as sessões de validação: observar seus usuários experimentando o protótipo é a melhor maneira de descobrir os principais problemas com seu design, o que, por sua vez, permite que você inicie a iteração imediatamente. Além disso, a equipe pode organizar uma revisão para coletar feedback de especialistas técnicos ou interessados de liderança.

Sexta-feira é o último dia, portanto a fase TEST. O protótipo é posto à prova e as ideias apresentadas a outros que não seus criadores. Ao final do teste e após observar os usuários, o protótipo é aprimorado e o que não deu certo é descartado. No final do Design Sprint, um modelo tangível e já extensamente debatido é o ponto de partida para um desenvolvimento muito mais assertivo e informado.

 

Dicas de preparação

Para tornar seu Design Sprint mais eficiente, o Google sugere algumas dicas de preparação, como escrever um briefing de Sprint, coletar User Research, montar uma equipe multifuncional, planejar Lightning Talks, criar um deck, encontrar o espaço certo, obter os suprimentos, definir o palco, as regras básicas para o Sprinting e a escolha de um bom quebra-gelo! A fortuna da inovação só favorece a mente preparada.

Outra maneira de ver o Design Sprint é o que o Google Ventures diz sobre ele: “O sprint dá às equipes um atalho para o aprendizado sem a construção e o lançamento. Você pode avançar no futuro para ver o produto final e as reações do cliente, antes de assumir compromissos caros”.

Quando preciso usá-lo?

Você pode usá-lo a qualquer momento do processo de design:

  • No início de um projeto para definir o que seu produto está oferecendo ou para criar uma visão compartilhada;
  • Quando você está em um impasse ou encontrou impedimentos;
  • Injetar velocidade no processo de desenvolvimento.

Benefícios da execução de um Sprint de Projeto:

  • Resolva problemas de design rapidamente;
  • Validação de usuário;
  • Detecte falhas;
  • Perspectiva de design para Agile;
  • Ferramenta de colaboração.

 

Se você pretende ser uma peça-chave para a evolução da sua empresa, é hora de olhar com atenção para metodologias como o Design Sprint e elaborar, junto de toda a equipe de desenvolvimento de produto, uma forma de implementá-la para mais agilidade e qualidade na sua entrega.

Deixe seu comentário e compartilhe este artigo para mais pessoas conhecerem essa técnica incrível de produtividade e assertividade dentro da empresa.

O Design Sprint veio para ficar.

 

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